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Por Denis Simões
Chegado o mês de outubro, ao falarmos em etnia alemã não
há outra coisa que venha à cabeça a não ser
a "Oktoberfest". Pode parecer exagero, mas para a cultura
popular é exatamente isso que acontece. É só falarmos
em Chope, e lá está ela novamente: a Oktoberfest.
Agora vamos mudar de local, iremos para a escola de línguas. Ao
citarmos os meses do ano, na aula de alemão, não há
um aluno sequer que ao chegar em "August, September, ... Oktober",
não lembre da festa. É, a Festa de Outubro tem seu fascínio,
atraindo as atenções e, por vezes, monopolizando a panorama
da germanidade mundial.
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| Símbolo da Oktoberfest de Virginia, EUA.
Fonte: www.sla.org |
O Oktoberfest é com certeza a maior festa popular germânica
do mundo. Tendo na figura do Chope seu maior símbolo, a festa conta
também como aliados os diversos estereótipos da cultura
bávara. Algo que a muito dista da Festa de Casamento do Príncipe
Ludwig da Baviera, a primeira Oktoberfest, quando foi feita
uma grande festividade junto aos aldeões na periferia da cidade.
Mas uma coisa é certa: não podemos viver do passado. Os
tempos são outros e a sociedade alemã cresceu em número
e em desenvolvimento. Além disso, a grande Festa de Outubro recebeu
a "benção" dos interventores dos EUA após
a II Grande Guerra, quando mostraram ao mundo a prosperidade bávara
(território que por eles foi administrado) com a esplendorosa festança.
Hoje ela é como "Canto da Sereia", atrai todas as atenções
da comunidade mundial. Falar em Oktoberfest, que na realidade inicia
em setembro, é falar em cultura, festa, folclore, progresso, bebedeira,
e muito mais. Congrega e atrai as representações da Alemanha
como um grande "buraco negro". Ela se multiplicou, passou a
ter mini buracos, como ralos, que estão situados em todos os continentes.
Encaminha toda a atenção da cultura teuta para o maior símbolo
alemão: o bávaro.
Diferente do Carnaval brasileiro, que existe em todos os estados da federação,
a Oktoberfest é um fenômeno regional alemão.
Por mais que seja repercutida em toda o país germânico, a
festa de outubro tem local, que é Munique e arredores. No Brasil
o Carnaval é diferente, pois mesmo nas menores cidades, de norte
a sul, pode ser percebido o fenômeno festivo. Mesmo tendo suas particularidades,
cada estado verde-amarelo tem seu desfile e alegorias, justificando o
título de "País do Carnaval". Mas numa coisa se
igualam: assim como o bávaro passou a ser símbolo de alemão,
o desfile carnavalesco construiu o carioca como protótipo do brasileiro
nato.
Se formos fazer uma análise, essa festa de origem bávara
tem o poder de um cartel sobre os demais datas comemorativas teutas em
padrão mundial. E não sejamos ingênuos, pois mesmo
as tantas outras atividades alemãs feitas no mundo acabam sendo
nada mais que uma variante da Oktoberfest. É inegável
que qualquer festa de Chope acaba por se construir como uma pequeno núcleo
atemporal desta tão repetida festividade.
A mensagem que deixo? Ora, que se aproveite muito bem as mais diversas
Oktoberfest do nosso mundo. Quem for a Munique, no período
da festa, tem a oportunidade de presenciar a "confluência"
de culturas diversificadas. Quem estiver no Brasil, que aproveite e visite
Blumenau-SC, Santa Cruz do Sul-RS, Igrejinha-RS, .... Mas depois da alegria,
lembre-se de deixar as demais festas terem seu espaço. O resto
da Alemanha também tem o direito de aparecer.
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